Qualidade

Gestão da Segurança de Alimentos

Conceito de Qualidade

Grau no qual um conjunto de características inerentes satisfaz a requisitos. (ISO 9000-2000).

Totalidade de características de uma entidade que lhe confere a capacidade de satisfazer as necessidades explicitas e implícitas (do cliente). (ISO 8402).

  • NECESSIDADES EXPLÍCITAS: As necessidades explícitas são as percebidas claramente pelo cliente, ou seja, correspondem às especificações que o cliente procura em relação a um produto.
  • NECESSIDADES IMPLÍCITAS: A necessidade implícita é exatamente aquela que o cliente tem mas não sabe que tem. Ao se desenvolver um produto, as necessidades implícitas também devem ser identificadas e o produto deve satisfazê-las, pois com certeza o cliente as perceberá mais tarde. Antecipar-se às necessidades dos clientes é ficar um passo à frente.
  • Quem é responsável pela Qualidade?
    Todos os funcionários, de todos os níveis da empresa, devem ter a responsabilidade pela melhoria contínua da qualidade.
  • O que é preciso para alcançar a Qualidade?
    • Satisfação contínua do cliente;
    • Satisfação do funcionário;
    • Participar ativamente do mercado;
    • Investir continuamente no negócio;
  • Sistema de Gestão da Qualidade Alvorada.
    A Araporã Bioenergia possui um Sistema de Gestão de Qualidade conforme as diretrizes estabelecidas pela ABNT NBR ISO 9001:2015, com o objetivo de medir, analisar e melhorar os processos de produção, fabricação e atendimento aos clientes internos e externos.

O PDCA “Plan – Do – Check – Act”,é a metodologia utilizada pelo sistema, ou seja, é preciso planejar, implantar, monitorar e executar todas as atividades necessárias para a melhoria contínua da qualidade.
P (Plan = Planejar)

Definir o que queremos, planejar o que será feito, estabelecer metas e definir os métodos que permitirão atingir as metas propostas.
D (Do = Executar)

Tomar iniciativa, educar, treinar, implementar, executar o planejado conforme as metas e métodos definidos.
C (Check = Verificar)

Verificar os resultados que se está obtendo, verificar continuamente os trabalhos para ver se estão sendo executados conforme planejados.
A (Action = Agir)

Tomar ações corretivas ou de melhoria, caso tenha sido constatada na fase anterior a necessidade de corrigir ou melhorar processos.

O resultado obtido através do monitoramento é todo registrado em documentos, que são controlados por um Sistema de Gestão de Documentos, responsável por manter a padronização, o controle de versões, o arquivamento e o descarte. São utilizados também software (relatórios) e planilhas eletrônicas, dotadas de ferramentas estatísticas. Além dos registros, há um rígido controle de atualização de procedimentos e normas internas, para garantir a adequada implementação e execução dos processos.

O sistema é avaliado anualmente através de auditorias internas, atendendo aos requisitos estabelecidos pelas seguintes normas, portarias e decretos abaixo relacionados.

Produto: Açúcar

Resolução – RDC nº 275, de 21 de outubro de 2002 – Republicada no D.O.U de 06/11/2002
Portaria MS nº 2.914 – Procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade - ANVISA/MS – de 12/12/2011 (www.anvisa.gov.br)

Portaria MS nº 326 – Boas Práticas de Fabricação – BPF, ANVISA/MS – 30/07/1997 (www.anvisa.gov.br)
Portaria MS nº 368, de 1997 – Define o regulamento Técnico sobre as condições higiênico-sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação.
Portaria CVS 30, de 31/01/1994 – Estabelece o conteúdo da ficha de inspeção de estabelecimentos na área de alimentos.
Portaria nº 1428 – Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle–APPCC, ANVISA/MS – 26/11/1993 ( www.anvisa.gov.br)
ABNT NBR ISO 14900 – Sistema de Gestão da análise de perigos e pontos críticos de controle- Segurança de alimentos ( www.abnt.org.br)
ABNT NBR ISO 14994 – Sistema de Gestão da análise de perigos e pontos críticos de controle- Diretrizes para implementação (www.abnt.org.br)NBR 5413 – Iluminância de Interiores (www.abnt.org.br)
NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de trabalho (www.mtb.gov.br)
ABNT NBR ISO 17025 – Requisitos gerais para a capacitação de laboratórios de calibração e ensaios (www.abnt.org.br)
Portaria INMETRO nº 074 de 25/05/95 – Regulamento técnico metrológico para produtos pré medidos.
Portaria INMETRO nº 102 de 28/06/96 – Complementa a Portaria INMETRO 074.
ABNT NBR ISO 22000 – Sistema de Gestão de Segurança de Alimentos – Requisitos para qualquer organização na cadeia produtiva de alimentos.
Lei 8.078 (1990) – Código de Defesa do Consumidor.
Portaria nº 789, de 24 de Agosto de 2001 – Regula a comunicação, no âmbito do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor – DPDC, relativa à periculosidade de produtos e serviços já introduzidos no mercado de consumo, prevista no art. 10, § 1º da Lei 8078/90.

Produto: Álcool

Portaria nº 02 – Agência Nacional de Petróleo – Estabelece as especificações para Comercialização do Álcool

NBR 5418 – Instalações elétricas em atmosferas explosivas (www.abnt.org.br)
NBR 5419 – Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas (www.abnt.org.br)
NBR 7820 – Segurança nas instalações de produção, armazenamento, manuseio e transporte de etanol – 04/1983 ( www.abnt.org.br)
NBR 7485 – Cores para identificação de tubulações em usinas e refinarias de açúcar, destilarias e refinarias de álcool (www.a bnt.org.br)
NBR 13714 – Instalações hidráulicas contra incêndio, sob comando, por hidrantes e mangotinhos (www.abnt.org.br)
NBR 12615 – Sistema de combate a incêndio por espuma (www.abnt.org.br)
NBR 14095 – Área de estacionamento para veículos rodoviários de transporte de produtos perigosos (www.abnt.org.br)

Portaria do Ministério do Trabalho n° 3214 de 08/06/1978 – Aprova Normas Regulamentadoras (NR)

NR 01 Disposições gerais (www.mtb.gov.br) (www.mtb.gov.br)
NR 06 Equipamento de proteção individual EPI (www.mtb.gov.br)
NR 10 Instalações e serviços de eletricidade
NR 12 Máquinas e Equipamentos (www.mtb.gov.br) (www.mtb.gov.br)
NR 20 Líquidos combustíveis e inflamáveis (www.mtb.gov.br)
NR 23 Proteção contra incêndio (www.mtb.gov.br)
NR 26 Sinalização de segurança (www.mtb.gov.br)

Decreto 46076/2001 – Decreto Estadual que institui o regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco.

Decreto 96044/88 – Regulamenta o transporte rodoviário de produtos perigosos e outras providências ( www.transportes.gov.br)

Em decorrência das auditorias, são sugeridas Ações Corretivas e Preventivas, que são monitoradas para a devida implementação. As mesmas sofrem auditorias de Follow-up, ou seja, de verificação, para a constatação da melhoria dos processos.

Periodicamente, são realizadas análises críticas que medem o índice de melhoria e eficácia do Sistema de Gestão de Qualidade.

  • Qualificação Profissional
    As pessoas são a matéria-prima mais importante da organização.
    Os empregados têm necessidade não só de uma remuneração adequada, mas também oportunidade de participar, de mostrar aptidões, de crescer profissionalmente e de ver seus esforços reconhecidos.
    Os empregados precisam conhecer a organização.
    A empresa deve aproveitar os conhecimentos de seus empregados.
    Deve haver um forte investimento em educação, treinamento, formação e capacitação das pessoas.
  • Manutenção e Qualidade.
    A manutenção industrial tem um papel importante para o bom desempenho dos equipamentos, interferindo diretamente na produtividade. Para isso, há a constante lubrificação dos equipamentos, com produtos de “Grau Alimentício”, para garantir a qualidade do produto e preservar a saúde do consumidor final.
  • Controle de Insumos.
    A empresa dispõe de um Programa de Qualificação de Fornecedores (PQF), sendo realizado o controle de certificação de todos os insumos que podem ter contato com o produto (Açúcar e Álcool).
  • Atendimento e Expedição.
    A empresa disponibiliza em sua portaria toda uma infraestrutura capaz de garantir conforto aos motoristas, fornecedores e visitantes. Mensalmente é realizada uma pesquisa de avaliação do atendimento, com participação ativa dos motoristas e parceiros que passam pela empresa. Quanto à expedição, há um Controle Estatístico de Processo implantado na portaria para monitorar o carregamento de veículos.
  • ALO “5S” – Alvorada Limpa e Organizada.
    A Araporã Bioenergia implantou em 2000 o programa ALO – Alvorada Limpa e Organizada, que utiliza as diretrizes do “5S” em 33 setores das suas divisões Agrícola, Industrial e Administrativa.
    O programa conta com acompanhamento diário das atividades realizadas na empresa, promovendo ações de limpeza, organização, eliminação de desperdícios e melhoria da saúde.
    É realizada mensalmente uma auditoria em cada setor pertencente ao programa, cujo resultado é meta do Programa de Participação nos Resultados.
    O programa ALO conta com auditores devidamente treinados e capacitados. Porém, para garantir a eficácia, são realizados treinamentos para os demais colaboradores, com o objetivo de atingir a melhoria contínua.
    O sucesso de um programa “5S” depende principalmente da vontade e persistência de todos os membros da empresa. É questão de hábito, disciplina, e para tanto é imprescindível o comprometimento e o envolvimento de toda a hierarquia empresarial.
  • CEP – Controle Estatístico de Processo.
    Este programa tem o objetivo de atender as portarias e normas do INMETRO, atualmente são as portarias nº 74 e nº 140, além de reduzir o desperdício de produtos, tempo e esforço.
    Existe um estudo de aplicação (Estudo de Caso) em cada um dos setores abrangidos pelo CEP, devidamente registrado junto ao setor de Qualidade, este estudo rege os limites e tendências que a atividade está sujeita. Para a concretização deste estudo houve a implantação de um sistema bem simples que auxilia na coleta, processamento e visualização das informações já transformadas em gráficos (Paretto), onde se pode verificar os limites, médias, desvios e as possíveis causas dos problemas encontrados e posteriormente a correção ou até mesmo à antecipação a eles.

Este programa possui um baixo custo de implantação e proporciona bons resultados.

  • BPF – Boas Práticas de Fabricação.
    O SQA (Sistema da Qualidade Alvorada) utiliza as diretrizes do BPF e as normas referentes da ANVISA (Portaria 326), que estabelecem os procedimentos adequados de higienização e controle na fabricação e armazenamento dos produtos, buscando manter o asseio, limpeza e condições ambientais adequadas para garantir a integridade dos clientes, produtos e funcionários. Há a preocupação com fontes contaminantes ao produto como materiais estranhos, micro-organismos, as pessoas, o ambiente, os insumos, as pragas, equipamentos, instalações, utensílios e embalagens. Os itens anteriormente apresentados possuem especificações, mecanismos e procedimentos para favorecer o cumprimento da norma de BPF e consequentemente melhorar a qualidade do ambiente, tornando-o seguro e propicio à fabricação e o armazenamento dos produtos.
  • MIP – Manejo Integrado de Pragas.
    É um controle realizado, principalmente em áreas de produção e estocagem de produtos alimentícios, com objetivo de impedir a contaminação biológica dos produtos, utilizando o mínimo possível de produtos químicos, através do monitoramento das áreas. O monitoramento é feito diariamente por todos os colaboradores e apontado nas fichas de monitoramento, espalhadas em pontos estratégicos dentro do parque industrial. Quanto melhor for o apontamento nas fichas, mais fácil será a utilização de ações corretivas em caso de infestação potencial. O controle químico é realizado por uma empresa terceirizada que também é responsável por prestar serviço de suporte técnico.
    Segundo os responsáveis pela empresa, “Quanto mais eficiente for o monitoramento, mais localizada será a aplicação de produtos, evitando a contaminação química dos produtos e colaboradores”. O objetivo é induzir a utilização de praguicidas em um grau bem próximo a zero.
  • Especificação do Produto

Açúcar

•Tipo 2 B
•Tipo 3 A
•Tipo 3 B
•Tipo 4

Álcool

•Carburante Anidro
•Carburante Hidratado

Cogeração de Energia

Sub-produto

•Bagaço
•Levedura

  • Sistema de Gestão de Segurança dos Alimentos ABNT NBR ISO 22000
    A segurança de alimentos está relacionada à presença de perigos veiculados pelos alimentos no momento do consumo (pelo consumidor). Como a introdução de perigos pode ocorrer em qualquer estágio da cadeia produtiva de alimentos, é essencial o controle adequado através desta cadeia. Assim, a segurança de alimentos é garantida com esforços combinados de todas as partes participantes da cadeia produtiva de alimentos. Organizações para a cadeia produtiva de alimentos se estendem desde os produtores de alimentos para animais e produtores primários, até produtores de alimentos para consumo humano, operadores de transporte e estocagem, distribuidores varejistas e serviços de alimentação (junto com organizações inter-relacionadas, tais como produtores de equipamentos, materiais de embalagem, produtos de limpeza, aditivos e ingredientes). Os prestadores de serviços também estão incluídos.

Esta Norma especifica requisitos para o sistema de gestão da segurança de alimentos, onde uma organização na cadeia produtiva de alimentos precisa demonstrar sua habilidade em controlar os perigos, a fim de garantir que o alimento está seguro no momento do consumo humano. Sendo esta norma aplicável a todas as organizações, independentemente de tamanho, as quais estão envolvidas em qualquer etapa da cadeia e têm interesse em implementar sistemas que, consistentemente, garantem produtos seguros. As formas de atendimento a esta Norma podem ser realizadas com o uso de recursos internos e/ou externos.

  • APPCC – Segurança de Alimento NBR-14900
    Em conformidade à portaria MS nº1428, de 26 de Novembro de 1993, publicada no D.O.U. de 31 de maio de 1993, que avalia a eficácia e efetividade dos processos, meios e instalações, assim como os controles utilizados na produção, armazenamento, transporte, distribuição, comercialização e consumo de alimentos, existe um sistema de gestão da análise de perigos e pontos críticos de controle – Segurança de Alimentos, baseado na NBR–14900.
  • Potabilidade H2O.
    Existe na empresa um procedimento de Controle de Potabilidade de Água, a fim de atender a Portaria nº 2.914, de 12 de dezembro de 2011, publicada no D.O.U. – Diário Oficial da União do Poder Executivo, emitida pelo Ministério da Saúde a qual atua na área de alimentos e que estabelece os procedimentos e responsabilidades relativas ao controle e vigilância da qualidade da água, para consumo humano, e o seu padrão de potabilidade. O procedimento abrange toda a empresa e define as frequências dos seguintes itens exigidos e estabelecidos pela portaria:
    Inspeção, Limpeza e Desinfecção das Caixas d’água da empresa;
    Parâmetro Químico, Físico, Microbiológico, Orgânico, Inorgânico e de Agrotóxicos das análises.
  • Manejo de Resíduos Sólidos.
    A empresa dispõe de procedimento para controle do lixo produzido. Os recipientes de recebimento do lixo são periodicamente esvaziados e higienizados com objetivo de eliminar a presença de pragas, evitar contaminação e manter limpo o local de trabalho. Todos os recipientes são devidamente sinalizados e distribuídos pela empresa conforme a quantidade e o tipo de lixo produzido no local, obedecendo a layout. Os funcionários responsáveis pelo trabalho são devidamente treinados e capacitados dentro das normas internas de qualidade e segurança.

Equipe

  • Jayme Polachini Filho – Diretor Industrial
  • Wanderley Luíz de Souza – Coordenador de Manutenção Industrial
  • Yuri Manoel Diniz do Nascimento – Encarregado de Produção Industrial
  • Mauro José Gomes – Encarregado de Produção do Açúcar
  • Lázaro Martins Pereira – Encarregado de Produção de Álcool
  • Homero Smily Dias Campos – Responsável Técnico / Encarregado da Qualidade e Coordenador do Comitê de Qualidade e Segurança dos Alimentos
  • Sandro Henrique de Souza Silva – Coordenador dos Programas MIP; BPF e ALO (Alvorada Limpa e Organizada)
  • Wanderson Fernandes de Oliveira – Encarregado de Laboratórios